terça-feira, 10 de março de 2015

Janeiro

Nos últimos dias, eu conheci a paixão, reconheci a timidez e convivi com diferentes formas de (con)viver. 
Conheci a família, os amigos, o Chile e os cachorros. 
Acariciei cachorros. 
Peguei em pedras. Subi nelas. 
Conheci o céu, o sono, a chuva e o meu corpo. 
Reconheci o leite. 
E o queijo. 
Revivi beijos, senti e ressenti cheiros. 
Conheci o pequeno, reavaliei o grande. 
Bebi água de verdade. 
Nos últimos dias, deixei as águas lavarem meu corpo, sem tomar banho. 
Poemas me tiraram de mim.
Ah, os últimos dias...
Neles me enganei de todas as formas. 
Conheci a Jussara e comi de seus frutos. 
Entendi o trabalho. 
Conheci a fé em diferentes formas. 
Também o amor. 
Reconectei. 
Gostei e não gostei. Entendi e desentendi. 
Paguei pouco em dinheiro.
Ah, os últimos dias...
Conheci o mel, as abelhas e suas casas de cera. 
Repensei a exploração. 
Plantei sementes. 
Caminhei. 
Entendi os homens, me compreendi um pouco mais. 
A bossa-nova se apresentou na sua linda forma. 
Conheci novas famílias, diferentes daquelas. 
Arrumei objetos. 
Lamentei a privação. 
Me apaixonei por um cometa. 
Conheci, julguei, avaliei e reavaliei. 
Quintais me surpreenderam. 
Entendi os artistas, as artes belas e as Belas Artes. 
Conheci flautistas e saxofonistas e escaladores de árvores. 
Adormeci a boca com jambu.
Nos últimos dias, fui apresentada a novas e inacreditáveis partes de mim.

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